A História de Janaina

By:Cecília Besen

Alunos, gostaria que vocês conhecessem o John, ele é o novo aluno da turma. - Disse a professora de matemática com sua voz rouca e com a pele enrugada.  Mais uma alma perdida, para aturar essa merda de aula. - Disse Janaína, com os olhos pretos e borrado, pois estava dormindo durante a aula.  Janaína, se não gosta da minha aula acredito que você que ir lá na secretaria falar com a diretora, correto? - Disse a professora Janaína não respondeu nada apenas se levantou saiu da sala, bateu a porta e seguiu para a diretoria. Não era nenhuma surpresa para a diretora ver Janaína lá em pé na porta, ela ia todo dia a secretaria, as vezes duas vezes por dia. Por mais incrível que parecesse Janaína já havia sido a melhor aluna da escola, mas acabou fazendo amizades com pessoas erradas, a partir daí ela começou a virar um problema para a sua família, professores e todos ao seu redor, ela começou a fumar, beber, chegar tarde.  Bom Janaína, ter você mais uma vez aqui não me surpreende, o que houve agora? - disse a diretora do colégio tentando manter a calma.  O mesmo de sempre - disse Janaína com a maior naturalidade possível.  Tudo bem, pode se sentar, já sei o que eu vou fazer com você.  E o que vai acontecer? - falou Janaína como se não fosse nada de importante.  Espere, vou telefonar para o seus pais e assim que eles chegarem nos conversaremos, agora faça o minimo de barulho possível. Janaína não responde, apenas faz uma careta e se acomoda. Logo depois de aproximadamente 15 minutos seus pais aparecem na secretaria bravos. - Bem primeiramente gostaria de informar a vocês que sua filha não tem mostrado um bom comportamento durante as aulas e com seus colegas e por esses motivos ela ira receber uma suspensão de uma semana, e caso ela não apresente uma melhoria em seu comportamento a escola terá que pedir a transferência para outro colégio com um suporte maior.  Nossa como você fala. - Disse Janaína bocejando.  Bem sinceramente nós não sabemos mas o que fazemos para melhorar o comportamento dela, parece que cada dia está ficando pior. - Falou a sua mãe.  É, realmente tem sido difícil continuar com ela agindo desse jeito- Falou seu pai.  Pai? - Disse Janaína, não entendendo, seu pai sempre a defendia.  Filha, você anda me decepcionando. - Falou seu pai. A reunião entre a diretora e os pais dela acabou, Janaína ganhou atividades extras, e para garantir que ela fizesse ficou depois da aula na escola fazendo as atividades.  Não acredito que eles fizeram isso comigo? - Disse Janaína, falando com seu namorado, Fredye  É mesmo, que tal você sair comigo para relaxar, andar um pouco comigo?  Você sabe que estou de castigo.  Você fala isso como se nunca tivesse saído escondido.  Bem, então tá que horas a gente se encontra?  Que tal daqui a meia hora, no lugar de sempre?  Tudo bem, a gente se encontra lá. - Disse Janaína desligando o telefone Fredye, era uma daquelas pessoas que influenciou Janaína a se tornar aquela pessoa diferente. Depois de se arrumar e dar um jeito de fugir de casa Janaína o encontrou na praça. Eram 10:30, não havia ninguém na praça exceto os dois.  Vamos para casa do Diogo? Os pais dele saíram.  Bem então vamos logo. Antes que meus pais percebam. Andando os dois conversaram sobre as coisas que aconteceu na escola, e tudo que ela teve que fazer, e se acontecesse mais alguma coisa de ruim envolvendo ela na escola, ela seria expulsa. Depois de chegarem lá, eles conversaram, beberam algumas garrafas de cervejas e outras misturas.  Fredye, já está na hora de ir, estou com sono e meus pais já devem ter sentido minha falta.  Só mais um pouco, e já te levo agora são só 2:00 horas.  Já?, Fredye tenho que ir realmente.  Nossa guria para de ser chata, se você quer tanto ir então vamos.  Bem eu vou te deixar por aqui, não quero que ninguém me veja, se não vão achar que sou eu que estou te influenciando, disse Fredye após parar algumas quadras antes da casa de Janaína  Tudo bem, tchau e obrigada pela noite. Logo após ele a deixar, ela foi para perto de casa, mas viu um carro da policia na frente da casa, e a silhueta de sua professora, assustada Janaína ficou observando alguns segundos, e depois saiu correndo, procurando pelo Fredye, mas não o encontrou, ela andou o suficiente para se perder. Depois de alguns passos, viu Fredye, e em seguida uma menina, que lembrava muito da Karolyne, uma de suas grandes amigas, aos poucos ela foi se aproximando e viu que eram realmente eles e em seguida viu eles se beijando, tudo que ela conseguiu fazer foi correr. Correu durante algum tempo, tudo que ela queria era fugir de tudo, as suas lágrimas corriam acariciando seu rosto e borrando toda sua maquiagem preta. Ela correu até não agüentar, quando viu um bar, parou em frente dele, pediu algumas garrafas de cerveja, mesmo tendo apenas dezesseis anos, Janaína enganava facilmente qualquer um dizendo que tinha vinte anos. Depois de caminhar mais um pouco e já ter bebido todas aquelas garrafas de cerveja, Janaína parou para se localizar. Quando viu estava em frente ao seu colégio. De repente milhões de pensamento passaram pela sua cabeça. Quando ela notou ela já estava na sala de sua diretora, destruindo tudo, mas ela estava muito alcoolizada para se lembrar que haviam câmeras no colégio. Logo após ter destruído completamente tudo, Janaína se encostou em uma parede derramou mais algumas lágrimas e decidiu voltar em casa. Chegando em casa Janaína se lembrou dos policias, e tentava achar um plano de entrar sem ser vista, mas decidiu entrar como se nada tivesse acontecido, alias, nada mais a interessava, entrou normalmente, sua mãe estava chorando seu pai estava a acalmando, tentando não chorar. Janaína passou andando como se nada havia acontecido, apenas observava a situação. Seus pais estavam nervosos demais para falar alguma coisa, os policiais apenas perguntaram se estava tudo bem e aos poucos foram deixando a casa, Janaína comeu algo, já eram cinco horas e já estava amanhecendo. Janaína pegou se deitou na cama e dormiu. Ela acordou as 6:30 com o telefone de casa tocando, sentindo uma dor de cabeça terrível. Logo foi se lembrando aos poucos que ia acordando. - Era a sua diretora. - Disse seu pai, com uma aparência diferente, estava com olheiras, pele pálida, sem aquele sorriso no rosto, e o que mais perturbava Janaína, seus olhos quando falavam com com ela estavam diferentes, aliás nada mais estava igual. Janaína não falou nada, apenas botou sua mão na face recordando de tudo. As coisas rodopiavam em sua mente. Lembrou de Fredye e tudo que havia acontecido. Lágrimas corriam pelo seu rosto.  Pai, preciso de um banho. - Disse Janaína tentando se equilibrar enquanto estava em pé.  Tudo bem, acho que o banho pode te ajudar. Eu e sua mãe vamos na escola falar com sua diretora. Janaína se olhou no espelho, sua aparência não agradava, olheiras, maquiagem borrada, pele pálida, cabelos desarrumados e as lágrimas da noite passada. Janaína tomou um banho demorado, sua aparência melhorou um pouco, mas sua barriga estava roncando. Apenas aquelas bolachinhas da noite passada não haviam matado completamente sua fome, comeu um pão e se deitou novamente na cama, mas dessa vez não dormiu, apenas ficou olhando o teto tentando se distrair, pensar um pouco. Logo ouve o barulho da porta da casa se abrindo, eram seus pais cochichando sobre algo, tudo que ela conseguiu ouvir eram sus sussurros, sua mãe chorando e seu pai falando que aquilo seria o melhor para ela. Logo após alguns minutos vê seu pai entrando no quarto.  Minha filha, como eu já esperava, sua diretora pediu sua transferência.  E para onde eu vou? - Falou ela, mesmo depois de tudo parecia continuar com a mesma rebeldia.  Bem sua diretora nos aconselhou um lugar que talvez vá fazer você mudar um pouco.  Para onde?  Para um internato na Inglaterra. - Seu pai falou, com naturalidade  Internato, na Inglaterra? - Ela falou com lágrimas nos olhos quase destruindo tudo.  Sim, o filho de sua diretora estuda lá, e ela diz que recomenda.  Vocês acham que eu simplesmente vou aceitar essa idéia fazer minhas malas e abandonar todos os meus amigos daqui? O filho da diretora estuda lá? Ele não passa de um NERD sem personalidade e sem graça. O que vocês querem que eu faça lá, vire o que eu era antes? Aquela menina sem amigos, infeliz e gorda?  Minha filha, isso não é uma escolha sua, você vai, eu e seu pai resolvemos que isso é o melhor. - Disse sua mãe observando a conversa.  Como assim o melhor?, vocês acham que eu vou mudar só por causa de um internato? Não, eu sou assim, nada vai mudar isso.  Não minha filha você não é assim. Os seus amigo, se é assim que eu posso chamar eles, te tornaram assim. - disse seu pai, com lágrimas nos olhos mas tentando ser forte.  Me deixem sozinha. - ela gritou, apontando para a porta.  Tudo bem, mas você vai no sábado a noite para lá, vai arrumando suas malas. - Disse sua mãe, sem demonstrar o minimo de importância.  Sábado?, como assim, hoje já é sexta-feira? - Disse ela escorregando pela parede chorando  Sim sábado, assim você chega lá no domingo e na segunda começam suas aulas. Janaína , resolveu caminhar um pouco, para liberar um pouco sua alma de toda aquela agonia que gritava dentro se si mesma, a dor daquela noite, como tudo havia virado de cabeça para baixo, Janaína aos poucos foi se desequilibrando, decidiu sentar na calçada, apoiou sua cabeça no meio das pernas e deixou seus pensamentos a levarem e as lágrimas rolarem. Ela decidiu se levantar, e voltar para casa, tinha muita coisa para arrumar, decidiu não se despedir de ninguém, apenas ir para o internato, e deixar que as coisas acontecessem, ela levantou a cabeça e olhou para aonde estava, por ironia do destino ela estava onde tudo aconteceu, onde descobriu tudo que havia acontecido. Ela começou a andar, mas não agüentou toda aquela dor da noite passada voltou, seus pensamentos a perturbavam. Fredye tinha completo poder no coração de Janaína, ela sempre o amou, ela fazia tudo que ele pedia, e fazia de tudo para que ele ficasse feliz. Ela o amava demais, pelo menos era isso que ela imaginava. Janaína seguiu em direção a sua casa, seus pais já deviam estar imaginando que ela tivesse fugido. Ela seguiu em passos calmos, quase parando, ela não sabia que alguém poderia deixar ela tão triste, mas aquilo não iria mudar ela. Quando finalmente chegou em casa, ela sentou na cama e começou a arrumar as coisas, suas lágrimas caiam pelo seu rosto enquanto ela colocava cada peça de roupa em sua mala, seria essa noite que ela partiria. Enquanto guardava as suas roupas, viu o seu diário escondido entre suas peças de roupas, ela o abraçou forte, já fazia algum tempo que ela não escrevia nele, ela sempre contava o que precisava para o Fredye, mas ela sabia que apenas ali os seus segredos ficariam bem guardados, após foliar algumas páginas ela decidiu escrever algumas palavras ali. “Aqui deixo o lugar onde nasci e vivi, eu sei que não vai ser para sempre, mas durante esse tempo vou sentir falta daqui. Vou sentir falta do que aprontei, do que festejei, pelo que eu chorei e pelo que eu sorri, mas sei que vou sempre ter um pedacinho daqui junto a mim. Bem irei deixar você aqui, não quero carregar uma coisa que vá apenas me trazer saudades, e sei que as lembranças sempre vou carregar em minha mente. Bem até a próxima vez.” Após escrever aquelas palavras em seu diário, Janaína o escondeu novamente em seu armário, mas dessa vez entre duas gavetas velhas. Ela terminou de arrumar as malas, almoçou e começou a assistir televisão, nada mais a distraia, ficou algum tempo olhando para as coisas, tentando imaginar como elas seriam, ficou olhando seus pais, seu quarto, tudo em silencio. Era quase hora do vôo, ela estava colocando as malas no carro, quando de repente viu a imagem do Fredye em seu portão, ela no começo achou que era uma ilusão, mas de repente se tocou realmente que ele estava ali, ela tentou o ignorar mais o seu coração foi mais forte.  O que você quer? - Disse ela grosseiramente  Apenas entender o que está acontecendo.  Como você pode fingir tudo isso? Você sempre é assim falso? - Falou ela irritada, dava pra ver o vermelho de raiva começando suavemente logo tomando uma cor mais forte em sua pele.  Fingir o que?  O que você fez depois que me deixou aqui na noite passada?  Fui para casa – ele respondeu depois de um breve silêncio  Claro, mas me responde uma coisa como está Karolyne? - perguntou ela levantando levemente sua sobrancelha direita.  Como você soube?  Depois de que você me deixou ali, eu vi o carro da policia em frente a minha casa, então resolvi te procurar, até que achei você beijando ela.  Para onde você está indo? - ele perguntou abaixando sua cabeça.  Para um internato na Inglaterra, bem longe de você. - Disse ela, levantando um leve sorriso no lado direito de sua boca. Quando ele abriu para começar a falar algo, a mãe da Janaína gritou avisando que ela estava começando a ficar atrasada. Ela apenas virou as costas e entrou dentro do carro, uma lagrima escorria pelo lado esquerdo de seu rosto de uma forma suave, acariciando sua pele de uma forma agradável. Ela observou pela ultima vez a imagem de sua casa, uma imagem que talvez ela iria demorar para ver novamente. Ela seguiu o caminho, quando chegou no aeroporto estava quase atrasada para o seu vôo. Ela apenas entrou dentro do avião e seguiu seu caminho. Dormiu durante o vôo todo, quando finalmente o avião estava pousando ela acordou, sua maquiagem estava borrada e o cabelo amassado, ela apenas fez uma breve arrumação e desceu do avião, agora estava completamente perdida. Os pais dela esqueceram de avisar como ela chegava lá. Apenas foi seguindo em frente como todos os passageiros. Viu várias pessoas com belos ternos, segurando placas com nomes, até que viu alguém com uma com seu nome escrito. Ela foi até a frente da pessoa, demorou alguns segundos para ele notar que era ela. Eles esperaram mais um pouco, pois esperavam, mais alguns alunos, Janaína ficou calada apenas dava alguns suspiros profundos, queria tentar adivinhar como andavam as coisas na sua casa sem ela, o que as pessoas estavam perguntando e principalmente o que o Fredye estava pensando, ele tomou conta de seus pensamentos a viagem toda, o tempo todo. Finalmente eles estavam indo para o internato, haviam mais duas meninas no carro, enquanto o carro andava, ela apenas olhava para a janela observando as coisas e imaginando como iria passar a ser. Finalmente chegaram no internato, ele era grande, pintado com um tom de cor de pele, grama bem aparada e bem verde, haviam vários parques para se passar um tempo, algumas quadras para esporte, Janaína pensou que talvez lá não seria tão ruim. Haviam várias pessoas com nacionalidades diferentes. Quando Janaína finalmente chegou em seu quarto jogou suas malas no chão e se jogou na cama, aos poucos começou a observar seu quarto, era um beliche, com a parede pintada num roxo claro, lá haviam dois armários grandes. Um com uma placa com o seu nome e outro escrito Amanda também sobre uma placa. Aos poucos foi se perguntando sobre sua companheira de quarto, como ela seria, quando aos poucos foi adormecendo, ela sonhou com Fredye , acordou com um leve sorriso sobre os seus lábios que aos poucos foi perdendo, depois de ir se lembrando de tudo que aconteceu. Ficou mais algum tempo na cama, até que viu a porta se abrindo, era uma menina alta, com cabelos cacheados cor de mel que batiam na sua cintura, seus olhos lembravam o azul escuro de um começo de noite, contornado com um leve lápis de olho preto, estava usando uma saia rosa curta, uma blusa bem decotada e um salto alto.  Oi, tudo bem? Você deve ser a Janaína – disse ela bem animada.  Oi, tudo bem sim e com você?  Sim. - Disse ela com um sorriso naqueles lábios rosa. Após sentir um leve roncado em sua barriga, Janaína decidiu sair para comer algo, ela se perdeu um pouco, mas não demorou muito para achar a lanchonete, haviam várias pessoas ali, ela pediu um sanduíche com um copo de suco de laranja. Janaína se sentou em um banco vazio agradecendo por estar um pouco longe da patricinha estérica da Amanda, Janaína depois de ter acabado o lanche foi o pagar, quando abriu a carteira se deparou com uma foto do Fredye, ela sentia como se os olhos deles estivessem olhando para ela e aquele sorriso fosse para ela. Ela tentou tirar a foto da carteira, mas não conseguiu, apenas mudou o lugar dela para onde ela não pudesse ver quando abrisse a carteira, ela pagou a conta e começou a dar uma volta por lá, seus passos eram lentos, até que ela chegou ao lago, lá era um dos poucos lugares calmos, ela sentou em um balanço pendurado em umas das árvores, observou o anoitecer, cada estrela que surgia aos poucos no céu deitada naquela grama fria e úmida. Ela acabou adormecendo após algumas horas observando o céu, eram nove horas da noite, ela se levantou e foi seguindo ao quarto, ainda haviam algumas pessoas no pátio mas todas estavam se dirigindo aos seus aposentos, quando ela chegou lá, foi para o banheiro tomar um banho, aquela água morna caia sobre seus cabelos lisos e pretos, com seus olhos verdes vermelhos, Janaína colocou seu pijama e se deitou na cama, demorou um pouco para dormir porque a Amanda não parava de conversar. O relógio despertou, eram 6:00 da manha, Janaína tomou um banho demorado, pegou uma poupa na mala, pois havia se esquecido de desfazer-las, se vestiu e foi até a lanchonete com a Amanda, voltaram para o seu quarto escovaram os dentes e foram para a aula. Sua primeira aula era matemática, demorou um pouco para achar a sala, chegou na sala uns 2 minutos atrasada, mas o professor ainda não havia chegado ela se sentou na quinta carteira ao lado da parede, todos a olhavam como se a estivessem analisando, aos poucos os olhares iam a se desviando e esquecendo dela. O professor chegou na sala suado como se tivesse corrido uma maratona. Fez a chamada e começou a passar matéria, Janaína não entendia nada do que se passava, mas não ligava, aos poucos foi deitando sua cabeça na carteira, até que adormeceu, até que acordou com um barulho infernal, era o sinal, a aula havia acabado. Antes de sair da sala o professor a chamou:  Janaína, sei de onde você veio, como você age e tudo, mas gostaria de te informar que você não está na sua escola antiga e não espere que iremos te tratar do mesmo jeito.  Eu não espero isso, eu só estou esperando que meus pais se arrependam do que fizeram e peçam para que eu volte.  Ótimo espero que isso não demore muito também, mas enquanto você estiver aqui dentro você terá que obedecer as regras daqui  Que seja. Janaína pegou suas coisas e deixou a sala, essa era a única aula que teria durante a manhã, ela foi até o laboratório para mandar um e-mail para alguns de seus amigos, quando acabou pegou e começou a andar um pouco, até que parou diante daquele lago se sentou novamente ao balanço, mas desta vez não ficou muito tempo, logo pegou e começou a explorar mais um pouco o internato. Todos os lugares eram movimentados, sempre tinham pessoas, Janaína ficou um tempo lá, observando as pessoas, como elas eram, Janaína tinha pensamentos profundos, por mais que não os apresentasse de uma forma correta, talvez pensamentos profundos demais para alguem entender. Observava pessoas conversando, e pensava consigo, se em alguma hora iria se enturmar, tudo lá era tão diferente do que ela realmente é, as roupas, o jeito. Não haviam semelhança nenhuma. Já era hora do almoço, a barriga dela roncava. O sol estava forte, Janaína ainda não havia se acostumado com ele, era muito raro ela sair de casa durante o dia. Parou na lanchonete para almoçar algo, a lanchonete estava completamente lotada e ela não tinha tempo,logo ia começar sua aula, então decidiu ir até o mercado para comprar algo e comer no seu quarto, pegou um refrigerante e um salgadinho, foi para o quarto ligou a televisão e começou a assistir desenhos animados. Quando viu já era duas e dez estava atrasada para sua aula, saiu correndo para tentar chegar a tempo, até que esbarrou em alguém que parecia distraído:  Olha por onde anda desastrado! - disse ela  Desculpa – disse o garoto recolhendo os livros e os papeis dela espalhados pelo chão.  Deixa que eu pego, e capaz que você só piore as coisas.  Tudo bem, mas eu já tinha pedido desculpa.  Falar desculpa não vai fazer eu chegar na hora na sala Depois deles se levantarem Janaína olhou para ele, ele era alto, com cabelos pretos, pele morena clara, e olhos claros, a identificação da cor ficava difícil, era um tom de cinza com um pouco de verde escuro. Janaína ficou alguns segundos em pé olhando para ele, olhou para seu relógio e saiu correndo. A aula já havia começado a dez minutos, seu professor a deixou entrar, mas disse que não aceitaria aquilo novamente. Logo entrou o garoto em que ela esbarrou na sala, tudo o que ela conseguiu fazer foi por a mão no seu rosto, e falar bem baixo para si mesma:  Tudo, pode ser qualquer coisa, menos isso. Finalmente acabou a aula, Janaína não prestou atenção mais uma vez na aula , ela estava cansada de tudo aquilo, tudo que ela queria fazer era sair daquele lugar, não estava mais agüentando, ela queria logo voltar para casa, mas sabia que aquilo não aconteceria tão cedo. Suas aulas haviam acabado, Janaína estava cansada, talvez cansada não fosse a palavra mais apropriada, mas sim entediada, foi até seu quarto e começou a arrumar suas malas, Janaína arrumou suas roupas no armário, logo em seguida tomou um banho demorado e quente. Em seguida pegou seu violão e foi para lago.

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